O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que o país deveria assumir o controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, e ser remunerado por essa atuação. A declaração foi feita em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã e à retomada dos confrontos na região.
Segundo Trump, os Estados Unidos exercem um papel fundamental na proteção da navegação internacional e, por isso, os países que dependem da passagem de petróleo pelo estreito deveriam contribuir financeiramente pelos custos dessa operação. O presidente afirmou que os EUA atuariam como uma espécie de “guardião” da rota marítima.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Aproximadamente um quarto do petróleo transportado por via marítima no mundo passa por essa região, tornando-a um ponto estratégico para o abastecimento energético global. Qualquer instabilidade no local costuma provocar reflexos imediatos nos preços internacionais do petróleo.
As declarações de Trump ocorrem após novos ataques envolvendo forças americanas e iranianas, que colocaram em risco as negociações para um cessar-fogo e aumentaram a preocupação da comunidade internacional com uma possível ampliação do conflito. O Irã já havia sinalizado restrições ao tráfego marítimo na região, enquanto os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Golfo Pérsico.
Analistas avaliam que uma eventual tentativa de controle direto do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos poderá elevar ainda mais a tensão geopolítica no Oriente Médio. Além dos impactos militares e diplomáticos, a medida pode afetar o comércio internacional, pressionar os preços da energia e aumentar a volatilidade dos mercados financeiros em todo o mundo.