Heyder Bartz e Giovanni Paroschi Jafar são os únicos investigados que ainda não tiveram os mandados de prisão preventiva cumpridos.
Enquanto a maior parte dos investigados da Operação Gutenberg já está no sistema prisional, dois alvos da investigação continuam sem cumprir os mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.
São eles o empresário Heyder Bartz e Giovanni Paroschi Jafar, apontados entre os investigados no suposto esquema que, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), movimentou aproximadamente R$ 27 milhões em contratos públicos relacionados à aquisição de livros paradidáticos.
Até esta quinta-feira (9), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) havia cumprido 14 dos 16 mandados de prisão preventiva expedidos na Operação Gutenberg.
Defesa afirma que empresário está à disposição
Em nota encaminhada ao O Contribuinte, a defesa de Heyder Bartz afirmou que o empresário não pretende se furtar às investigações.
Segundo os advogados, foi realizado contato voluntário com os responsáveis pela investigação e o cliente foi colocado à disposição da Justiça para colaborar e prestar esclarecimentos.
A defesa informou ainda que foi orientada pelas autoridades a aguardar eventual intimação posterior.
Apesar da manifestação, o mandado de prisão preventiva permanece em vigor, não havendo qualquer decisão judicial suspendendo ou revogando a ordem de prisão.
Outro investigado segue sem localização
O segundo mandado ainda pendente é contra Giovanni Paroschi Jafar.
Ele integra um dos núcleos familiares investigados pelo Gaeco.
Sua mãe, Rossana Paroschi Jafar, proprietária da Gráfica Alvorada, e seus irmãos Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar foram presos durante a Operação Gutenberg e tiveram as prisões preventivas mantidas após audiências de custódia.
Até o momento, não houve divulgação oficial sobre o paradeiro de Giovanni nem sobre eventual apresentação espontânea às autoridades.
Mandado continua válido
Enquanto não houver revogação judicial ou cumprimento da ordem, os dois investigados permanecem com mandados de prisão preventiva em aberto.
A legislação permite que o cumprimento ocorra a qualquer momento, seja por localização dos investigados pelas forças de segurança ou por apresentação voluntária às autoridades.
Operação continua
A Operação Gutenberg cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás e investiga uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar contratos públicos, praticar corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública.
Com o encerramento da fase ostensiva, a investigação segue agora concentrada na análise das provas apreendidas durante as buscas e na localização dos investigados que ainda não foram presos.
Até eventual denúncia, julgamento e decisão definitiva, todos os investigados permanecem amparados pelos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência.