A candidata a deputada estadual Vivi Tobias (PL) deu um novo passo em sua articulação política para as eleições de 2026. Em encontro com o candidato ao Senado Capitão Contar (PL) e o deputado federal Marcos Pollon (PL), Vivi defendeu publicamente a união do campo conservador em Mato Grosso do Sul e anunciou a construção de uma base conjunta para a reta decisiva da campanha.
O registro dos três juntos ganha significado político em um momento no qual lideranças da direita buscam demonstrar unidade no Estado.
Vivi, que teve sua candidatura à Assembleia Legislativa oficializada pelo PL e vem construindo sua campanha diretamente ligada às bandeiras do bolsonarismo, classificou a aproximação como um avanço.
“É um grande passo e avanço. A união da direita é uma construção de base forte, porque aqui no Mato Grosso do Sul nenhum conservador vai ficar para trás.”
A declaração sintetizou a mensagem que o grupo procurou transmitir: diferenças internas devem dar espaço à construção de uma frente conservadora capaz de atuar conjuntamente em 2026.
Vivi amplia articulação dentro da direita
Para Vivi Tobias, o encontro também representa mais um movimento de aproximação com nomes de peso da direita sul-mato-grossense.
Capitão Contar disputa uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado pelo PL. Marcos Pollon, por sua vez, é deputado federal e uma das vozes mais identificadas com o bolsonarismo no Estado.
Vivi aparece agora ao lado dos dois defendendo uma agenda comum.
Não é um movimento isolado.
Desde a oficialização de sua candidatura, Vivi tem procurado construir uma campanha fortemente vinculada ao legado político de Jair Bolsonaro, à defesa da família, às pautas pró-vida e ao enfrentamento ideológico à esquerda.
Durante a convenção estadual do PL, a candidata já havia definido a eleição como uma batalha política e cultural e convocado os conservadores à unidade.
Agora, transforma o discurso em articulação pública ao lado de Contar e Pollon.
Pollon fala em “resgatar o país”
Marcos Pollon adotou um tom ainda mais contundente durante o encontro.
O deputado falou sobre a necessidade de “resgatar o país”, defendeu Jair Bolsonaro e mencionou os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Segundo Pollon, o grupo não pretende abandonar aqueles que considera vítimas de injustiças decorrentes dos processos relacionados aos atos em Brasília.
“Nós vamos tirar todo mundo daquele inferno que foi colocado por um psicopata.”
Pollon também defendeu que Jair Bolsonaro esteja “livre para estar de volta às ruas”.
A declaração reforça uma das características dessa articulação: mais do que uma composição eleitoral, seus integrantes procuram construir a união em torno de bandeiras ideológicas comuns.
Contar: “É a direita unida”
Capitão Contar também apresentou o encontro como demonstração de unidade.
Candidato ao Senado, ele classificou o grupo como um “time completo” da direita sul-mato-grossense e projetou a participação de Flávio Bolsonaro nessa construção.
“É a direita unida em Mato Grosso do Sul. Está faltando apenas o Flávio Bolsonaro, que vai estar com a gente.”
A referência conecta a articulação estadual ao projeto presidencial do PL.
Flávio Bolsonaro foi oficializado candidato à Presidência e conta com o apoio declarado dos três integrantes do encontro.
Vivi, particularmente, vem fazendo da continuidade do legado de Jair Bolsonaro e da eleição de Flávio duas das mensagens centrais de sua candidatura à Assembleia.
De candidatura oficializada a maior articulação
A movimentação também mostra uma nova etapa da campanha de Vivi Tobias.
Antes mesmo das convenções, ela vinha ocupando espaço em agendas nacionais do partido. Participou da convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro, em São Paulo, onde esteve ao lado do candidato presidencial e de outras lideranças nacionais.
Posteriormente, teve o próprio nome homologado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Na convenção estadual, fez um dos discursos mais ideológicos do evento ao defender a continuidade do legado de Jair Bolsonaro e afirmar que a direita nasceu de uma “guerra cultural”.
Nas últimas semanas, também assumiu posições públicas em controvérsias internas do partido e em confrontos com adversários do campo conservador.
A aparição ao lado de Pollon e Contar acrescenta agora outro componente à candidatura: articulação com lideranças já consolidadas da direita em Mato Grosso do Sul.
“Esse é o time”
Vivi encerrou o encontro novamente apostando na unidade.
“Esse é o time que vai salvar o Brasil e resgatar a direita aqui no Mato Grosso do Sul.”
A frase é uma declaração política da candidata e traduz a estratégia apresentada pelo trio: reunir diferentes nomes do campo bolsonarista em torno de pautas comuns e das candidaturas da legenda em 2026.
O grupo ainda encerrou a gravação com uma mensagem religiosa e pedidos de bênçãos para Mato Grosso do Sul e para o Brasil.
Para Vivi Tobias, que iniciou a campanha buscando transformar sua atuação no movimento conservador em uma cadeira na Assembleia Legislativa, a fotografia ao lado de Capitão Contar e Marcos Pollon representa mais um movimento para se posicionar dentro da estrutura política da direita no Estado.
Se nas primeiras semanas a candidata buscou demonstrar proximidade com o núcleo nacional do PL e com Flávio Bolsonaro, agora o movimento é também estadual: Vivi fecha fileiras com Contar e Pollon e tenta transformar o discurso de união da direita em uma das marcas de sua campanha.