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Reinaldo e Contar fecham chapas ao Senado com Nelsinho, Felipe Mattos, Cláudio Mendonça e Luciano Medeiros

Composições reúnem experiência política, gestão pública e representação empresarial e encerram as últimas definições da chapa majoritária

A base de apoio do governador Eduardo Riedel, do Progressistas, concluiu neste sábado, 1º de agosto, a formação das duas chapas que disputarão as vagas de Mato Grosso do Sul no Senado Federal.

O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, foram confirmados como candidatos titulares.

As convenções também definiram os quatro suplentes que acompanharão os dois nomes durante a eleição.

Reinaldo terá o senador Nelsinho Trad, do PSD, como primeiro suplente. O ex-secretário estadual de Fazenda Felipe Mattos, do União Brasil, ocupará a segunda suplência.

Na chapa de Capitão Contar, o primeiro suplente será Cláudio Jorge Mendonça, do Progressistas, diretor-superintendente licenciado do Sebrae-MS. A segunda suplência ficará com o empresário Luciano Medeiros, também do PP.

Com as definições, a aliança liderada por Riedel distribuiu espaços entre diferentes partidos e concluiu a composição majoritária apresentada ao eleitorado.

Chapa de Reinaldo reúne peso político e experiência administrativa

A composição de Reinaldo Azambuja reúne dois nomes com atuação direta na política estadual e na administração pública.

Nelsinho Trad chega à chapa após desistir da candidatura à reeleição ao Senado. O parlamentar aparecia entre os principais concorrentes da disputa e foi confirmado como primeiro suplente após um movimento de unificação dentro da base de Riedel.

A decisão de Nelsinho reduziu de três para dois o número de candidatos ao Senado dentro do mesmo grupo político.

Reinaldo e Capitão Contar passam a concentrar o apoio da coligação, enquanto Nelsinho participa diretamente da campanha do ex-governador.

O senador afirmou que pretende assumir uma função ativa na composição e apresentou a chapa como a possibilidade de Mato Grosso do Sul ter “dois senadores em um”.

“Vamos nos inserir na campanha do Reinaldo. Eu sou o suplente dele e vou ajudá-lo a encaminhar as coisas junto com ele em Brasília. Em vez de ter só o Reinaldo, vocês vão ter dois senadores em um”, declarou.

A escolha incorpora ao projeto de Reinaldo a experiência de Nelsinho no Congresso Nacional, além da estrutura política do PSD e do grupo Trad em Campo Grande.

Felipe Mattos ocupa a segunda suplência

A segunda suplência de Reinaldo será ocupada por Felipe Mattos, do União Brasil.

Ex-secretário estadual de Fazenda, Felipe integrou a administração de Reinaldo Azambuja no Governo de Mato Grosso do Sul e possui experiência nas áreas fiscal, financeira e administrativa.

A presença dele reforça o perfil técnico da chapa e retoma uma relação política construída durante os dois mandatos de Reinaldo como governador.

Felipe também representa o União Brasil dentro da composição ao Senado.

O partido integra a coligação de nove legendas que apoia a reeleição de Eduardo Riedel e passa a ocupar um espaço formal na chapa majoritária.

Ao agradecer a participação de Felipe, Reinaldo afirmou que o grupo pretende desenvolver uma campanha unificada, reunindo os partidos e lideranças que aderiram à aliança.

Contar fecha chapa com nomes do Progressistas

Capitão Contar terá dois suplentes filiados ao Progressistas, partido do governador Eduardo Riedel e da senadora Tereza Cristina.

O primeiro suplente será Cláudio Jorge Mendonça, que se licenciou do cargo de diretor-superintendente do Sebrae-MS para participar da eleição.

Cláudio é conhecido pela atuação ligada ao desenvolvimento econômico, ao empreendedorismo e ao fortalecimento das micro e pequenas empresas.

A presença dele na chapa busca ampliar o diálogo de Contar com o setor produtivo, empresários, comerciantes e empreendedores.

Também representa uma conexão direta entre a candidatura do PL e o Progressistas, principal partido da coligação estadual.

Luciano Medeiros ocupa a segunda suplência

A segunda suplência de Capitão Contar ficará com o empresário Luciano Medeiros, do PP.

Luciano possui atuação no setor empresarial e passagem pela administração pública municipal.

Ele exerceu função na área de desenvolvimento econômico durante a gestão da prefeita Adriane Lopes, em Campo Grande, tendo integrado a estrutura da Semades, secretaria responsável por temas relacionados a meio ambiente, gestão urbana, desenvolvimento econômico, turismo e sustentabilidade.

A escolha amplia a presença do Progressistas na chapa de Contar e reforça a tentativa de aproximar a candidatura de setores empresariais e produtivos.

Com Cláudio e Luciano, o PP ocupa as duas suplências da chapa, enquanto o PL mantém Capitão Contar como candidato titular.

Suplentes têm função política e eleitoral

Embora apareçam com menos destaque durante as campanhas, os suplentes exercem uma função estratégica nas eleições ao Senado.

Cada candidato precisa registrar dois nomes. Eles podem assumir o mandato em situações de licença, afastamento, nomeação para outro cargo ou vacância definitiva.

Além da função institucional, os suplentes também ajudam a ampliar a sustentação partidária e territorial das candidaturas.

No caso de Reinaldo, a escolha de Nelsinho incorpora o PSD e uma liderança com mandato em exercício. Felipe Mattos amplia a participação do União Brasil e agrega experiência técnica.

Na chapa de Contar, Cláudio Mendonça e Luciano Medeiros fortalecem a presença do Progressistas e a aproximação com o setor produtivo.

A composição também demonstra a tentativa da base de Riedel de acomodar diferentes partidos dentro da chapa majoritária.

Nove partidos representados na aliança

A coligação reúne PP, PL, PSD, União Brasil, PSDB, Cidadania, MDB, Republicanos e Avante.

Na chapa principal, o PP encabeça a candidatura ao Governo com Eduardo Riedel. O Republicanos mantém Barbosinha como candidato a vice-governador.

O PL ocupa as duas candidaturas ao Senado com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

O PSD participa com Nelsinho Trad como primeiro suplente de Reinaldo. O União Brasil aparece com Felipe Mattos na segunda suplência.

O Progressistas, além da candidatura de Riedel, ocupa as duas suplências de Contar com Cláudio Mendonça e Luciano Medeiros.

A divisão dos espaços mostra que a montagem da chapa foi utilizada como ferramenta para consolidar a aliança entre o centro e a direita em Mato Grosso do Sul.

Disputa terá duas vagas

A eleição de 2026 terá duas vagas ao Senado em disputa por Mato Grosso do Sul.

Cada eleitor poderá votar em dois candidatos, o que torna a formação de dobradinhas e alianças um elemento central da campanha.

Antes da desistência de Nelsinho, a base de Riedel poderia entrar na eleição com três candidaturas competitivas disputando o mesmo eleitorado.

A retirada do senador evitou essa divisão e permitiu que o grupo fechasse questão em torno de Reinaldo e Contar.

Reinaldo representará a experiência de dois mandatos como governador e a liderança partidária construída no Estado.

Contar tentará mobilizar o eleitorado conservador e bolsonarista, especialmente após ter chegado ao segundo turno da eleição estadual de 2022.

Antigos adversários agora dividem o mesmo projeto

A formação das chapas também simboliza a aproximação de grupos que estiveram em lados opostos nas últimas eleições.

Capitão Contar enfrentou Eduardo Riedel no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado em 2022.

Reinaldo Azambuja era uma das principais lideranças do grupo que apoiava Riedel naquela eleição.

Agora, Contar, Reinaldo, Nelsinho e Riedel passam a integrar o mesmo projeto político.

A união foi apresentada pelas lideranças da coligação como um esforço para impedir a divisão do campo de centro e direita.

Durante a convenção, Reinaldo afirmou que as diferenças anteriores foram superadas em nome de um projeto comum para Mato Grosso do Sul.

Base aposta em campanha unificada

Com as suplências definidas, a estratégia da coligação será desenvolver uma campanha conjunta.

Riedel buscará a reeleição ao Governo ao lado de Barbosinha. Reinaldo e Contar disputarão as duas vagas ao Senado.

Os suplentes deverão participar de agendas, reuniões, viagens e mobilizações em diferentes regiões do Estado.

A presença de Nelsinho tende a ser especialmente explorada pela campanha de Reinaldo, por se tratar de um senador em exercício que abriu mão de concorrer como titular.

Cláudio Mendonça e Luciano Medeiros deverão reforçar a ligação de Contar com o Progressistas e com setores econômicos.

Felipe Mattos poderá contribuir com o discurso de gestão, responsabilidade fiscal e experiência administrativa.

Composição encerra principais indefinições

A escolha dos suplentes encerra uma das últimas etapas da montagem da chapa majoritária da base de Riedel.

A composição ficou definida da seguinte forma:

Governo do Estado

Eduardo Riedel, do PP, candidato a governador
Barbosinha, do Republicanos, candidato a vice-governador

Senado

Reinaldo Azambuja, do PL
Nelsinho Trad, do PSD, primeiro suplente
Felipe Mattos, do União Brasil, segundo suplente

Capitão Contar, do PL
Cláudio Jorge Mendonça, do PP, primeiro suplente
Luciano Medeiros, do PP, segundo suplente

A partir de agora, os partidos concentram esforços no registro das candidaturas e na organização da campanha.

Com as chapas completas, a aliança de nove partidos entra na eleição apostando na unidade de centro e direita, na força política de seus candidatos e na distribuição dos principais espaços entre as legendas que sustentam a reeleição de Eduardo Riedel.